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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Kindling the Moon - Jenn Bennett - Opinião - Pocket Books



Sinopse:Being the spawn of two infamous occultists (and alleged murderers) isn’t easy, but freewheeling magician Arcadia “Cady” Bell knows how to make the best of a crummy situation. After hiding out for seven years, she’s carved an incognito niche for herself slinging drinks at the demon-friendly Tambuku Tiki Lounge.
But she receives an ultimatum when unexpected surveillance footage of her notorious parents surfaces: either prove their innocence or surrender herself. Unfortunately, the only witness to the crimes was an elusive Æthyric demon, and Cady has no idea how to find it. She teams up with Lon Butler, an enigmatic demonologist with a special talent for sexual spells and an arcane library of priceless stolen grimoires. Their research soon escalates into a storm of conflict involving missing police evidence, the decadent Hellfire Club, a ruthless bounty hunter, and a powerful occult society that operates way outside the law. If Cady can’t clear her family name soon, she’ll be forced to sacrifice her own life . . . and no amount of running will save her this time.

Opinião: Passou bastante tempo, desde que li alguma coisa de Fantasia Urbana e acontece que este livro também já estava na estante a ganhar pó, por isso juntar o útil ao agradável e iniciar a leitura deste menino.
Este livro conta-nos a história de Arcadia Bell que se encontra escondida há sete anos uma vez que os seus pais foram erroneamente condenados por assassinar várias pessoas e foram forçados a fingir as suas próprias mortes, mas ao mesmo tempo, convenceram Arcadia a esconder-se para ajudá-los a "permanecer seguros", só que agora os seus pais foram vistos, vivos  na televisão e os anos de esconderijo de Arcadia chegaram ao fim. As famílias da vítima e as organizações mágicas a que pertencem, querem sangue e não se importam de onde tiram, assim Arcadia recebeu duas semanas para encontrar evidências que comprovam a inocência dos seus pais ou  apresentar-se para execução em nome dos mesmos.
Durante esse tempo, ela é constantemente atacada e caçada por demónios e caçadores de recompensas, mas será que Arcadia pode sobreviver o tempo suficiente para encontrar as evidências de que precisa antes que o tempo se esgote?
Uma outra personagem que conhecemos é Lon Butler um demónio terrestre que sabe tudo sobre outros demónios, e quando Arcádia o procura para a ajudar a encontrar o demónio que possa ter sido o verdadeiro assassino do crime pelo qual o seus pais estão a ser acusados começa uma série de aventuras que colocam ao de cima todo o poder que Arcadia e Lon possam ter.
Ao longo de todas as peripécias que Arcadia passa, as lealdades desta começam a surgir uma vez que por um lado tem os pais que sempre colocou em primeiro lugar e por outro lado tem Lon, assim como as pessoas que a criaram. Mas será que os pais de Arcadia serão mesmo inocentes, isso meus amigos tenho a dizer-vos que aquele final não era o que eu estava à espera e coitada da Arcadia não merecia o que aconteceu.
Em suma, o livro oferece personagens agradáveis, com acção suficiente para manter-nos entretidos, sem dúvida que vou querer ler o que a autora reserva para o livro a seguir.









quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Rainha Branca - Philippa Gregory - Opinião - Civilização Editora



Sinopse: A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

Opinião: Que saudades que tinha de ler Philippa Gregory, já passaram alguns anos desde que li um livro desta escritora e este em particular já estava na estante à bastante tempo, por isso foi com enorme satisfação que o li e voltei a embrenhar-me nas histórias de Gregory.
A história de Inglaterra tem contornos fabulosos, por isso é sempre fascinante aprender um pouco mais sobre a mesma, conhecia um pouco da Guerra das Rosas e da história dos príncipes desaparecidos na torre, por isso foi muito interessante a pesquisa histórica que a escritora desenvolveu e a transpôs para o livro dado que construiu uma história super envolvente e emocionante.
Este primeiro livro apresenta-nos Isabel Woodville, uma plebeia que acaba por conquistar Eduardo, e acaba por casar com este em segredo, e a partir daqui começa todo um jogo de poder, amor, traições e jogos de bastidores, tudo com o objectivo de atingir o trono. Isabel é uma personagem poderosa e engenhosa, embora a sua ambição implacável por vezes acabou por originar em mim um pequeno sentimento de frustração no final da história.
Um aspecto que achei interessante, foi o o factor sobrenatural adicionado à história, em que temos a deusa da água Melusina aliado à história de Isabel, pois ela e as mulheres da sua família descendem deste ser sobrenatural, acabou por funcionar na minha opinião. O ponto de vista da escritora em relação aos príncipes desaparecidos na torre foi interessante, dado que é um mistério que nunca foi resolvido. 
O único problema que achei no livro, foi o facto de com tantas batalhas, alianças alteradas e conspirações por vezes acabamos por ficar confusos, dado que são muitas as personagens que vão aparecendo, não esquecendo o facto de haver uns quantos Eduardos e Ricardos que ás tantas já não sabemos sobre quem estamos a ler.
Em suma, penso que para quem gosta de romances históricos é imperdível, a história é envolvente, fluída com uma pesquisa histórica muito bem feita, aliado a um toque sobrenatural tudo bons elementos que fazem que queiramos ler o próximo volume rapidamente.







sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Deixa-me Mentir - Clare Mackintosh - Opinião - Cultura Editora



Sinopse: Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico da sua família e recomeçar a sua vida. O novo namorado e o filho vieram para trazer à Anna alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o seu esforço para superar os seus traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado de repente volta à tona trazendo ainda mais dor e devastação.
No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém poderia ser cruel ao ponto de fazer uma brincadeira dessas? Ou de facto existe algo por trás do suposto suicídio de seus pais?
No fundo, Anna nunca entendeu como eles tinham sido capazes de tirar as suas próprias vidas de maneira tão cruel.
Deixa-me Mentir tem o ritmo lancinante que é a marca de Clare Mackintosh. Carregado de reviravoltas, deixa qualquer um em estado de choque da primeira à última página.

Opinião: Clare Mackintosh raramente desilude, e este Deixa-me Mentir mergulha numa história que apesar de ser mais leve a nível de suspense, explora a dinâmica familiar e os segredos com grande sucesso, o livro é emocionante, tenso subtil alias tão subtil que só percebemos que tudo está errado no fim do livro.
O núcleo deste livro é sobre família, onde é explorado até onde iremos para manter aqueles que amamos seguros. A nossa protagonista é Anna Johnson, uma jovem que está em recuperação de um duro golpe na sua vida, ambos os pais de Anna  suicidaram-se numa  sequência trágica de eventos. Anna suspeita sobre as circunstâncias em relação à morte dos seus a morte pais e recusa-se a acreditar que eles a iam deixar assim sem motivos, e é quando um acontecimento bizarro ocorre que lhe dá mais razões para duvidar sobre o suicídio.
A escritora tem a capacidade de criar personagens comuns em fascinantes, apesar de tudo gostei mais do personagem Murray o policial reformado que Anna recruta para examinar o caso de suicídio dos seus pais do que propriamente da personagem principal. Murray acaba por ser moralmente sólido, perseguindo a justiça, mas este personagem acaba por ter uma vida doméstica complicada dado que Sarah a sua amada esposa sofre de doença mental, mas dá um contributo muito importante no desenrolar da história.
Deixa-me Mentir concentra-se no tumulto interno de Anna para processar as pistas sobre o que realmente aconteceu, muitas vezes como leitora desejei um pouco mais de movimento, por vezes a leitura tornou-se morna desejando que algo de mais emocionante acontecesse.
Em suma este livro terá um final que certamente não estará à espera, existem momentos de tensão mas não são muito consistentes, apesar de tudo para quem gostar de um leitura de suspense mais leve, mais focado no drama pessoal e na tensão do que propriamente no suspense este é o livro a ler.





domingo, 14 de julho de 2019

Beijo de Ferro - Patricia Briggs - Opinião - Editora Saída de Emergência



Sinopse: Mercy Thompson é mecânica de automóveis e uma rapariga tão bela quanto independente. O seu segredo? Consegue mudar de forma. A sua perdição? Não consegue mudar de lealdade. Como tal, quando o seu antigo mentor é preso por assassínio e deixado a apodrecer atrás das grades pela sua própria espécie, Mercy está disposta a arriscar a vida numa missão solitária para limpar o nome dele. Mas a sua lealdade também vai ser testada de outros lados: os lobisomens não são conhecidos pela sua paciência e, se Mercy não se decide entre os dois de quem gosta, Sam e Adam podem fazer a escolha por ela... Com enredos tortuosos, personagens inesquecíveis e uma escrita dinâmica, Patricia Briggs eleva a fantasia urbana a novos patamares de qualidade.
Criada por lobisomens, Mercy Thompson prepara-se para a aventura da sua vida.

Opinião: Saída de Emergência vamos lá publicar mais livros desta série, os fãs agradecem.
Mercy está de volta e quando o seu grande amigo Zee lhe pede um favor esta não pode recusar principalmente desde que usou armas féericas, no entanto Mercy começa a investigar a cena de um crime e quando esta descobre um cheiro e identifica o assassino pensa que tudo está resolvido mas tudo corre mal e Zee é preso.
Mercy está então numa luta contra o tempo para libertar Zee e tentar descobrir quem matou
O´Donnell, mas parece que este encontra-se envolvido em esquemas obscuros dado que roubou itens féericos e Mercy não os consegue devolver a quem de direito, o tempo começa a esgotar-se e esta não consegue encaixar todas as peças.
Gostei novamente de voltar ao mundo de Mercy, Adam e Samuel e esta acaba por ter um decisão importante sobre Adam, especialmente depois de ouvir que Adam a reivindicou como sua companheira na frente de todo o bando.
Este livro, mostra um olhar mais profundo sobre o que Mercy é capaz de fazer, é cheio de acção e grandes reviravoltas, mostra-nos um outro lado da relação dela e de Adam, e o papel de Adam neste livro é muito importante e o relacionamento dos dois nunca mais vai ser o mesmo.
A história tem uma cena que realmente não estava nada à espera é surpreendente e dolorosa e estou curiosa para ver como a autora a vai abordar no próximo livro.
Tenho pena que estes livros tenham deixado de ser publicados, dado que são livros muito bons de Urban Fantasy, com personagens cativantes e história cheia de acção para quem gosta deste género aconselho.






terça-feira, 25 de junho de 2019

Demência - Célia Correia Loureiro - Opinião - CoolBooks


Sinopse: Numa pequena aldeia beirã, duas mulheres de gerações diferentes leem o seu destino nas mãos de um mesmo homem: Letícia foi vítima de um marido ciumento e manipulador, e Olímpia é a mãe extremosa desse agressor.
Mas quando Letícia regressa para assistir Olímpia, aos primeiros sinais de demência, os traumas que traz na bagagem ameaçam estilhaçar o silêncio conivente dos aldeões. Ainda que ostracizada, Letícia esforça-se por esquecer os tumultos do seu casamento, enquanto Olímpia pede ajuda ao amigo de infância, Sebastião, para reconstruir as próprias memórias e entender o que se passou com o seu único filho.
Demência traz-nos, através das vivências destas duas mulheres, a dura realidade de um Portugal rural e ainda tendencioso, e faz-nos repensar o significado de família e de comunidade, de inocência e de culpa.

Opinião: Obrigada Célia por esta história fabulosa, uma realidade nua e crua que nos faz querer acompanhar todas as personagens sem vontade de pousar o livro.
Demência transporta-nos para o ambiente de aldeia, onde todos se conhecem, todos falam da vida  dos outros por vezes muito pouco dado ao perdão e na sua maioria muito machista e é aqui que nos deparamos com a história de vida de Olímpia e Letícia, duas mulheres que não parecem ter nada em comum mas afinal são mais parecidas do que à primeira vista parece.
Letícia vai em auxilio da sua sogra Olímpia que começa a demonstrar os primeiros sinais de Alzheimer, esta espera recomeçar a sua vida de novo com as suas filhas  mas esta jornada nada terá de serenidade mas sim de ódio, preconceitos e de luta o que acabou por despertar um sentimento de conexão com todo aquele ambiente devido aos pormenores da escrita.
Ao longo dos livro vamos conhecendo e esmiuçando o passado de cada personagem e é fascinante irmos analisando o comportamento humano e as reacções às acções, os temas como violência doméstica, demência, aborto, alcoolismo são todos temas abordados no livro sem lamentações, mas de forma a não se tornar uma leitura pesada.
Cada personagem que vai aparecendo na história, encaixou de forma perfeita em toda a trama e foi muito interessante acompanharmos as histórias de vida de cada uma delas e a mensagem que cada uma acabou por transmitir.
Em suma, simplesmente aconselho a lerem este livro, apesar de todos os temas fortes que aborda esta é uma história de amor, amor maternal, amor pelo outro, amor pelos amigos, é um livro muito bem construído e profundo. 
 


domingo, 16 de junho de 2019

Fantasmas da Mente - Paul Tremblay - Opinião - Topseller Editora



Sinopse: A vida da família Barrett fica virada do avesso quando Marjorie, de 14 anos, começa a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. E quando nem os médicos conseguem impedir os bizarros episódios e o declínio mental da jovem, a família, desesperada, recorre à orientação de um padre católico. Este, acreditando que Marjorie está possuída por um demónio, apresenta-lhes a solução: executar um exorcismo.
Interessado em documentar a presença demoníaca, o padre entra em contacto com uma produtora de televisão e convence o pai de Marjorie a permitir que o exorcismo seja transformado num reality show. Em pouco tempo, a casa torna-se um circo de horrores mediático, dissecado pelo público que, em choque, assiste a tudo.
Quinze anos depois do sucesso do programa e da tragédia que assolou os Barretts, uma autora decide desenterrar a história com o testemunho de Merry, a irmã mais nova de Marjorie. Ao recordar-se do que viveu quando tinha apenas 8 anos, Merry traz a lume uma narrativa repleta de terror psicológico. E ninguém vai ficar indiferente às questões que levanta: memória e realidade, ciência e religião… e a verdadeira natureza do mal.
Afinal, que fantasmas se escondem na antiga casa da família Barrett?

Opinião: Quando acabei de ler este livro, tive que parar, sentar e pensar o que raio aconteceu aqui?
Definitivamente este livro não irá agradar a todos, mas sem dúvida que a história é desconcertante.
O livro começa com Meredith 'Merry' Barrett, de 23 anos a voltar à casa onde quinze anos antes a sua irmã mais velha, Marjorie, havia sido tema de um reality show em seis partes chamado A Possessão.  O reality documentou a possessão aparente de Marjorie por um demónio, e agora Merry está a ser entrevistada por uma escritora de best-sellers para contar o seu lado da história, mas como se lembra Merry dos eventos que ela testemunhou quando tinha oito anos de idade e as suas memórias do que aconteceu para colidir com aqueles documentados pela versão do documentário perguntamos, qual a versão é de facto a correta?
O autor aqui de forma muito inteligente não só brinca com a questão da memória e da realidade através das lembranças actuais de Merry, mas lança outra voz Karen Brissette que descortina todo o documentário e de forma brilhante referencia vários filmes de terror para justificar as cenas que iam acontecendo no reality.
Tudo isto tem  o efeito de colocar dúvidas na mente do leitor sobre se as lembranças de Merry são completamente precisas, se a versão editada da realidade é confiável, ou se Marjorie estava de facto possuída ou apenas uma adolescente psicologicamente problemática. A beleza de Fantasmas da Mente é que existem várias interpretações possíveis dos eventos e que as conclusões tiradas por um leitor podem ser muito diferentes das tiradas por outro.
Em suma é um livro muito bem escrito, certo é que não mete medo nenhum mas irá dar a volta à cabeça de quem o ler.




quarta-feira, 29 de maio de 2019

Eterna Saudade - Lia Habel - Opinião - Editora Contraponto




Sinopse: No ano 2195, em Nova Vitória (uma nação altamente tecnológica baseada nas maneiras, na moral e na moda da antiga era), uma jovem da alta sociedade, Nora Dearly, está mais interessada na história militar e nos conflitos políticos do país do que nos chás e bailes de debutantes. Contudo, após a morte dos pais, Nora fica à mercê da autoritária tia, uma mulher interesseira e esbanjadora que desperdiçou a fortuna familiar e agora pretende casar a sobrinha por dinheiro. Para Nora, nenhum destino poderia ser pior – até que sofre uma tentativa de sequestro por parte de um grupo de mortos-vivos.Isto é apenas o início. Arrancada do mundo civilizado, vê-se subitamente numa nova realidade que partilha com zombies devoradores, misteriosas tropas vestidas de preto e «O Lázaro», um vírus fatal que ressuscita os mortos tornando o mundo num inferno.

Opinião: Num mundo em que todos ignoram um guerra iminente, parece que todos escondem segredos. Em Nova Vitória, uma sociedade pós-apocalíptica em que supostamente tudo parece perfeito vai sofrer uma grande revira volta uma vez que dentro da sociedade Punk os rebeldes que odeiam tecnologia algo está a acontecer e é aqui que a nossa protagonista Nora  uma jovem da Nova Vitória acaba por ser raptada por algo que ela nem imaginava existir zombies, e a nossa história começa a ganhar forma.
Lia Habel constrói um mundo com uma tecnologia futurista, mas com pitada de história e de acção onde vamos acompanhando o desenrolar da história através do ponto de vista de várias personagens, acabando por ser curioso para perceber como todas se iriam encaixar.
A nossa protagonista Nora é filha de um cientista e ao contrários das outras raparigas tem interesse na guerra e no governo, quando acaba por ser raptada por zombies acaba por encaixar-se perfeitamente neste louca mistura entre zombies e vivos, sinceramente não consegui achar grande piada a esta protagonista, penso que não trouxe nada novo em termos das suas características que pudessem entusiasmar a leitura.
Depois temos Bram. um zombie racional dado que neste mundo construído por Lia existem os zombies cinzentos que se comportam de forma mais animal e os zombies tipo Bram que ainda têm as suas mentes intactas e que lutam contra os outros zombies. Bram é uma personagem com algumas passagens engraçadas e é o zombie que Nora acaba por criar uma grande ligação, mas o amor desenvolvido um pelo outro não me fez arrancar suspiros.
Tal como foi dito anteriormente, vamos acompanhando os vários protagonistas neste mundo louco de zombies e vivos em que se luta para encontrar uma vacina, e aquele final dá um twist que para mim desnecessário para a continuação de um novo livro.
Em suma Eterna Saudade foi um livro que talvez por só o ter lido agora ao fim de 7 anos de ter sido publicado em Portugal e de já ter lido tantos livros dentro deste género ao longo deste tempo não me entusiasmou, foi um livro em que a leitura se arrastou, não consegui criar empatia com as personagens e por vezes achei a história um pouco sem pés nem cabeça.






segunda-feira, 13 de maio de 2019

Depois - Rosamund Lupton - Opinião - Civilização Editora



Sinopse: É um incêndio e eles estão lá dentro.Eles estão lá dentro...
Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.

Opinião: Tal como diz na sinopse o livro Depois conta-nos a história sobre um incêndio, onde Grace corre para dentro do edifício para resgatar a sua filha Jenny que sabe que se encontra dentro do mesmo, mas Grace acaba por sofrer um acidente ao tentar resgatar a sua filha e acorda no hospital, mas tanto Grace e Jenny estão numa espécie de limbo e acabamos por acompanhar estas duas personagens numa tentativa de descobrir se o incêndio foi criminoso, ao mesmo tempo que as relações familiares e o amor são postos à prova.
O livro transporta-nos para uma emocionante montanha russa, em que emoções são esticadas até ao limite, ao mesmo tempo que acompanhamos um mistério em que muitos podem ser os culpados.
Se inicialmente, podemos desanimar pelo elemento fantasmagórico isso não acontece dado que o que a autora consegue fazer é concentrar-se na emoção de tudo e não propriamente no lado espiritual, achei muito interessante o facto de podermos ver através de Grace e Jenny o que está a acontecer com os seus entes queridos, enquanto assistem frustradas para entender o que realmente aconteceu, acabando por ver um lado das pessoas que pensavam que conheciam. 
Gostei bastante do livro, é uma história de amor entre família com um mistério à mistura, Rosamund Lupton consegue explorar a emoção humana de forma muito real e honesta, os seus livros acabam por não ter um final convencional e feliz, mas tornam-se mais ricos por isso.






sexta-feira, 22 de março de 2019

O Beijo das Sombras/ Promessa de Sangue - Richelle Mead - Mini Opiniões - Contraponto Editora




Sinopse: A Primavera chegou à Academia de São Vladimir, e Rose Hathaway está quase a graduar-se. Chegou também o momento em que Rose tem de lidar com os seus pensamentos cada vez mais sombrios, o seu comportamento errático, e pior que tudo, ela acha que anda a ver fantasmas... Tudo isto porque teve de matar os seus primeiros Strigoi.E enquanto Rose põe em dúvida a sua própria sanidade mental, novas complicações se avizinham: Lissa recomeça as experiências com a sua magia, o seu inimigo Victor Dashkov pode ser posto em liberdade, e a relação proibida de Rose e Dimitri aquece mais uma vez. Mas quando uma ameaça mortal que ninguém podia prever transforma todo o seu mundo, Rose terá de arriscar a própria vida e escolher entre as duas pessoas que mais ama.

Opinião: Neste livro acabamos por ter mais drama e conflito em termos de enredo, Rose continua a tentar tornar-se uma guardiã mas os seus esforços começam a ser postos em causa devido a alguns novos desenvolvimentos, nomeadamente pelo facto de começar a ver fantasmas, especificamente o seu amigo Mason.
A amizade de Rose com outros personagens também vai crescendo, principalmente com Christian uma vez que vão acabar por passar muito tempo juntos e é muito engraçado de observar esta divertida e sarcástica amizade, temos também Adrian o eterno apaixonado por Rose continua a ser uma personagem interessante de acompanhar, por fim temos Lissa que neste livro principalmente no final acaba por ter acções não muito abonatórias mas que reflectem o que pode acontecer nas amizades entre adolescentes.
Por fim, o relacionamento entre Dimitri e Rose aprofunda-se, e os sentimentos que têm um pelo o outro estão em clara evidência, mas aquele final vai deixar os fãs desta série estupefactos e à beira de um ataque de nervos.


Sinopse: A saga continua e uma vez mais o amor tem de superar todas as dificuldades.
A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma… O recente ataque à Academia São Vladimir devastou por completo o mundo dos Moroi. Muitos morreram e os poucos que foram levados com vida pelos Strigoi esperam um destino ainda pior… Porém, apenas uma vítima importa: Dimitri Belikov. Rose vai ter de escolher entre cumprir a sua promessa e proteger Lissa – a sua melhor amiga e a última das princesas Dragomir – ou abandonar a Academia e dar caça ao homem que ama.
Deverá Rose ir até ao fim do mundo para encontrar Dimitri e cumprir a promessa que ele lhe suplicou que fizesse? Terá ela força para destruir Dimitri ou irá sacrificar-se pela oportunidade de um amor eterno?

Opinião: Promessa de Sangue começa exactamente onde terminou o Beijo das Sombras, um massivo ataque de Strigoi deixou a St. Vladimir's Academy a tentar lidar com a multidão de baixas (Moroi e Dhampir).
A tentar cumprir um promessa Rose parte para a Sibéria e aqui acabamos por ter uma visão mais ampla do mundo sobrenatural, acabamos por conhecer novas e interessantes personagens ( Abe e Sydney) acabando por proporcionar a Rose o ter que enfrentar o mundo real o que a ajuda a amadurecer.
Um dos aspectos mais comoventes da história é a jornada até à cidade natal de Dimitri, onde Rose encontra a sua mãe, avó e irmãs, isso acaba por proporcionar uma compreensão mais profunda da cultura dhampir.
Rose também ganha uma compreensão mais profunda dos Strigoi neste livro, a violência do seu estilo de vida é mostrada em toda a sua glória brutal, bem como o fascínio da sua liberdade de mortos-vivos.
Este livro acaba por seguir mais a jornada de Rose, mas podemos perceber o que vai acontecendo com os outros personagens nomeadamente Lissa/Adrian e Christian devido à conexão entre Rose e Lissa e se para Rose as coisas não estão fáceis para Lissa a sua jornada também se torna complicada.
A história tem um bom equilíbrio entre acção e drama com muitas reviravoltas, os eventos que aconteceram em o Beijo das Sombras transformaram o mundo de Rose de cabeça para baixo, as personagens estão a mudar e as aventuras estão a ficar mais perigosas à medida que a série se dirige lentamente para o seu clímax.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A Filha Desaparecida - Jane Shemilt - Editorial Presença - Opinião



Sinopse: As horas passam mas Naomi não aparece. A noite avança e Jenny desespera. A filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro. A vida de Jenny, uma médica casada com um neurocirurgião de sucesso, está prestes a mudar.
Um ano depois da noite fatídica, Naomi continua desaparecida. A polícia procurou em vão e os piores cenários (rapto ou homicídio) parecem hipóteses remotas. A busca obsessiva de Jenny, que não desiste da filha, sugere outra explicação: as pessoas em quem confiava e que julgava conhecer têm escondido segredos - sobretudo a própria Naomi.

Opinião: Parece que o ano começou com leituras de pessoas desaparecidas, e este livro não foge à regra.
O romance de estreia de Jane Shemilt, Daughter, foi anunciado como um thriller sobre o desaparecimento de uma adolescente, mas para mim tem mais de drama familiar, com uma medida de suspense, centrada no desaparecimento de Naomi Malcolm, de quinze anos, este livro é também uma leitura que levanta questões sobre o conceito de saber se realmente conhecemos os entes queridos.
A Filha Desaparecida é contada a partir da perspectiva de Jenny Malcolm, a mãe da menina desaparecida Naomi, os Malcolm são uma família de classe média, Jenny e Ted são médicos muito centrados nas suas carreiras, mas uma noite  Naomi não chega em casa e tudo à volta que parecia perfeito afinal revela muitos mistérios. A narrativa muda de um lado para o outro, entre os dias que antecederam o desaparecimento de Naomi, até ao momento do desaparecimento e um ano ou mais depois. A incansável busca de Jenny para nunca desistir de encontrar a sua filha, resultou em amor e culpa, levando-a a uma conclusão dramática,  culminando numa cama de segredos, mentiras e traições que são reveladas vindas de Naomi, assim como do seu marido e dos seus outros filhos.
Se este livro tinha bons argumentos, para ser uma leitura interessante, dado que desconstrói
a construção de uma família aparentemente perfeita no início, expondo um interior cheio de mentiras, traições e más escolhas, assim como o facto de mergulhar na mente de uma mãe experimentando a culpa pelo desaparecimento de um filho, para mim não foi isso que aconteceu dado que dei por mim a deixar de estar entusiasmada com a leitura pareceu-me tudo muito lento, não conseguindo sentir grande apreço com as personagens, não senti o mistério e o suspense que aprecio neste tipo de livros e aquele final sinceramente não me convenceu.
Infelizmente um livro que poderia prometer, mas que me desapontou. 






 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Perto de Casa - Cara Hunter - Porto Editora - Opinião



Sinopse: Como pode uma criança desaparecer sem deixar rasto?
A noite passada, Daisy Mason de oito anos, desapareceu enquanto decorria uma festa de família. Ninguém viu, ouviu ou percebeu o que quer que fosse, ou pelo menos, é o que todos dizem.
O Inspetor Adam Fowley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.
Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.

Opinião: Actualmente existem tantos livros de crime no mercado e que envolvam crianças desaparecidas, que quando surge mais um fica sempre aquela sensação o que será que este trás de novo, para mim tem que haver um elemento surpresa ou um factor de choque e este Perto de Casa sem dúvida que foi um dos livros de crime mais excitantes que li desde algum tempo.
Ao longo do livro vamos acompanhando o detective Adam Fawley, um homem que perdeu o seu próprio filho e que agora se encontra a braços sobre o desaparecimento de uma menina de 8 anos de idade Daisy Mason. Foi interessante a autora ter usado as redes sociais como o Twitter ou o Facebook assim como entrevistas das testemunhas, o que acabou por dar ao livro umas reviravoltas muito actuais assim como acabamos por nos sentir parte da investigação.  A linha do tempo seguida acaba por nos dar uma tensão, frustração e um ritmo frenético da investigação.
Cara Hunter, faz um excelente trabalho ao levantar a dúvida em vários personagens, estes são complexos e o mais importante muito convincentes, temos a estranha e desprezível família Mason que imediatamente desperta suspeitas, mas por outro lado temos este detective que tem os seus próprios demónios, acabando por permanecer enigmático acabando por não ofuscar o enredo como por vezes acontece noutros livros. 
Esta é uma história electrizante e que consegue manter o leitor em suspense à medida que a evidência aumenta.
Perto de Casa é um livro emocionante, e que aconselho sem dúvida para quem quer entrar da melhor maneira no ano literário.






Leitura com o apoio da Porto Editora


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Vivenda Calamidade - Ellery Queen - Opinião - Livros do Brasil



Sinopse: Decidido a iniciar a redação do seu próximo romance policial num ambiente de tranquilidade, Ellery Queen deixa Nova Iorque e aporta a Wrightsville, típica cidade provinciana onde os dias parecem correr sem que nada de diferente aconteça. Os hotéis, porém, estão totalmente ocupados e não parece existir uma única casa para arrendar - à exceção de um pequeno anexo à mansão da poderosa família Wright, originalmente construído para acolher a filha Nora e o seu noivo, Jim Haight, antes de este desaparecer na véspera do seu casamento havia já três anos. Primeiro livro de Ellery Queen que tem como cenário esta cidade ficcionada, considerado o melhor da série Wrightsville, Vivenda Calamidade é um romance de grande riqueza psicológica, revelador de uma estrutura notável, onde as morte se sucedem numa lógica irrepreensível e onde um elegante cocktail numa festa de passagem de ano pode ser a arma do crime.

Opinião: Vivenda Calamidade marcou uma grande mudança na direcção dos mistérios de Ellery Queen, publicado em 1942, este foi o primeiro dos chamados mistérios de Wrightsville, que viu os autores (Frederic Dannay e Manfred Lee) a afastar-se dos enigmas da trama que lhes trouxeram tanto sucesso e em direcção a uma história mais voltada para o personagem.
O escritor de histórias de Nova York Ellery Queen decide mudar-se para uma pequena cidade na Nova Inglaterra,  a nossa personagem procura inspiração para seu próximo romance, este aluga uma casa que tem uma reputação muito má que ficou conhecida como Vivenda Calamidade. A casa foi construída pelo cidadão mais proeminente da cidade, John F. Wright, para que a sua filha e o seu novo marido morassem, pouco antes do casamento o futuro noivo desaparece, a casa é deixada vazia e a única pessoa que a aluga morre misteriosamente assim que se muda.
É a única casa na cidade disponível para alugar e Ellery está feliz em assinar um contrato de arrendamento de seis meses.
John F. Wright administra o banco local e a família Wright mais ou menos governa a cidade. Ellery é atraído para os dramas da família e este acaba por engraçar com a filha de Wright, Pat. Pat tem duas irmãs, Nora, aquela cujo marido Jim desapareceu e esta claramente teve algum tipo de colapso e raramente sai do quarto e ninguém quer falar sobre a terceira irmã, Lola, dado que esta não é respeitável.
Ao longo do livro vamos acompanhado o que se vai passando em torno desta família e é quando o noivo desaparecido reaparece tudo vira do avesso e acontece um assassinato. Todos parecem saber quem é o assassino mas Ellery tem as suas dúvidas e o que se segue é uma descritiva história para sabermos a verdade. 
Nunca tinha lido nada destes autores e apesar da história ser mais intrincada do que parece, acabamos por nos perder nas descritivas cenas e no rol de personagens que vão aparecendo ao longo do livro.
É um bom policial, mas peca pelo que foi apontado anteriormente e o facto de a tradução para o português não estar no seu melhor não ajuda a um estilo de escrito já de si um pouco diferente.  

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Um Marquês Irresistível - Sarah MacLean - Opinião - Topseller



Sinopse: O Michael, Marquês de Bourne, perdeu tudo o que tinha, com uma só carta: um oito de ouros. Apostou e perdeu toda a sua fortuna e terras numa só jogada e, com elas, a sua reputação. Bourne, nome pelo qual todos agora o conhecem, passou a ser um exilado da sociedade, transformando-se no frio e implacável dono do Anjo Caído, o clube de jogo mais famoso de Londres. Mas ele tudo fará para recuperar o que foi seu.As terras de Bourne acabam por ir parar à posse de Penelope, uma sua paixão de infância. Penelope sofreu a humilhação de um noivado rompido, tendo sido trocada por outra mulher. Por isso deseja agora um casamento que não seja igual a todos os outros: um compromisso por conveniência.
Quando Bourne a rapta e a força a casar- se com ele para poder reaver as suas terras, Penelope aceita sem grandes dramas o desafio, pois sente-se atraída para uma relação diferente, que lhe permita aceder a prazeres inexplorados. Bourne é a senha de acesso aos prazeres desconhecidos por que Penelope anseia. Mas ao mesmo tempo o seu coração deseja que Bourne a ame, tal como ela o ama, secretamente, a ele. Será que Bourne vai conseguir ultrapassar as marcas e os fantasmas do passado e revelar a Penelope o que realmente sente? E estará Penelope à altura do submundo do vício e do pecado em que Bourne agora vive?

Opinião: Uma grande aposta por parte da editora em publicar Sarah MacLean no nosso país, dentro do género é sem dúvida um escritora a ter em conta.
São muitos os livros já publicados em termos de romance histórico muitas vezes acabam por se tornar repetitivos nas ideias, mas este sem dúvida que desperta curiosidade pois tem uma história sem dúvida que nos deixa agarrados até à última página.
O livro conta-nos então a história de Penelope uma mulher que sente a obrigação por parte dos seus pais em ter um casamento adequado, nem que seja por alguém que não sente amor além disso esta é abandonada pelo seu noivo o que a ajudou a tornar-se uma mulher mais forte e que sem dúvida não tem medo a agarra-se a alguma aventura.
Depois temos Michael se inicialmente era um completo idiota de coração frio, ao longo do livro aprendi a ficar entusiasmada com a personagem e esperava que Penelope o perdoasse por todo o seu comportamento, o que acabava por ao longo do livro ser uma luta entusiasmante de assistir entre os personagens.
Um dos aspectos também interessantes, era o facto de cada capítulo iniciar com as cartas trocadas entre os nossos protagonistas desde quando eram crianças, pois deu para perceber a enorme mudança e alguns traços de personalidade que ficaram vincados nas personagens enquanto adultos.
Em termos de ambiente adorei o clube de jogos e todo o ambiente e mistérios que lá se passavam e sem dúvida que os sócios de Michael foram elementos que ajudaram e muito a apimentar a história.
Em suma para quem gosta de romances históricos não pode perder esta história tem mistérios, vingança, amor e muitas cenas quentes que são sem dúvida elementos que o vão deixar agarrados a esta aposta da Topseller.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Desapareceram - Haylen Beck - Opinião - Editorial Presença


Sinopse: Um thriller de suspense sobre a luta desesperada de uma mãe para encontrar os seus filhos...
Audra anseia chegar à Califórnia.
Finalmente arranjou coragem para fugir do marido que a maltrata, podendo assim proporcionar a si e aos seus dois filhos um novo começo. Juntamente com Sean e Louise, atravessa o país, por estradas secundárias, discretamente e com toda a cautela para não chamar a atenção.
Quando um inquietante xerife a manda parar em pleno deserto do Arizona, Audra faz tudo para se manter calma e esconder o nervosismo. Tem mesmo de o fazer. Mas, ao revistar a carrinha de Audra, o xerife tira da bagageira um saco com marijuana que ela nunca tinha visto e o seu estado de nervos transforma -se em pânico. Ela julga que aconteceu o pior.
Mas está enganada. O pior ainda está para vir.
Com um ritmo de tirar o fôlego e de um suspense implacável, Desapareceram... é um thriller perfeito sobre a luta de uma mulher contra o mal inimaginável para salvar o que há de mais importante na sua vida. Chocante até à última página.

Opinião: Ao ler a sinopse do livro, a história parecia ter ingredientes muito promissores se não vejamos, mãe que foge com dois filhos do marido abusivo conduz por estradas secundárias para não chamar a atenção e quando tudo parecia correr bem é mandada parar pelo xerife que descobre drogas no carro, prende Audra apesar de esta afirmar que as drogas não dela, os filhos desta vão para um lugar seguro com a outra polícia e é quando tudo desmorona quando durante o interrogatório Audra pergunta ao xerife pelos filhos e este não sabe do que ela está a falar pois não estavam crianças nenhumas no carro.
A história vai-se desenvolvendo a um ritmo bastante rápido, ninguém parece acreditar em Audra e esta é mesmo acusada de ter morto os filhos.
Desapareceram é um olhar para um mulher prestes a quebrar, mas que apenas luta pelo seu amor pelos filhos. O seu marido controlador e manipulador fomentou a sua dependência pelo álcool e drogas para reduzi-la a um estado de conformidade, com este tipo de passado é impossível não ver Audra como uma vítima passiva,mas à medida que a história de desenvolve um núcleo de aço é criado e tudo fará para recuperar os seus filhos.
Um ponto positivo, é o facto de irmos acompanhando as crianças é impossível não irmos sofrendo com todo aquele ambiente em que se encontram e a tensão aumenta constantemente.
História de grande acção, mas à medida que percebemos o motivo do desaparecimento das crianças penso que a história torna-se previsível e fica-se sempre à espera da grande reviravolta.










quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Homem de Giz - C.J.Tudor - Opinião - Editora Planeta

Sinopse: O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante.
O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.
A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.
As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcámos para sempre. Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.
À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou

Opinião: Um cruzamento entre uma história de amadurecimento e medos da infância, a escritora mistura experiências universais da infância . Os leitores conhecem o personagem principal Eddie quando ele é um menino a crescer numa pequena cidade com uma gangue de amigos. Eddie lida com dinâmicas de grupos de amigos, valentões, tendo um crush por alguém e testemunhando um acidente brutal, encontrando um corpo na floresta, figuras de giz misteriosas (e assustadoras) e muito mais, isso contribui para uma mistura inquietante e imersivo do mundano e do chocante.
Peculiar e bem-intencionado a personagem principal Eddie é um pouco excêntrica, da sua aparência à sua aparente capacidade de dar o melhor de si, mas ainda assim não acertar nas coisas, Eddie é um personagem envolvente e genuinamente interessante, as suas esquisitices variam de peculiares a preocupantes a francamente chocantes.
A escritora ao longo desta história consegue conjurar momentos de expectativa como o humor e ternura
Movendo-se perfeitamente entre o final dos anos 80 e o presente, o homem de giz captura todos os elementos deliciosos necessários para momentos de gelar o sangue, com personagens bem realizadas, um enredo forte, guiado por histórias, baldes de medo e intrigas, e uma pitada de realismo corajoso.
Sem dúvida que aconselho para quem quer passar umas boas horas cheias de suspense e intrigas.







segunda-feira, 21 de maio de 2018

O Toque do Highlander - Karen Marie Moning - Opinião - Editora Saída de Emergência



Sinopse: Ele desafiaria os limites do tempo por uma noite nos braços dela…

UM GUERREIRO DE PODERES IMORTAIS
Ele era um poderoso guerreiro escocês que vivia num mundo movido por antigas leis e magia intemporal. Mas nada poderia preparar o laird do Castelo Brodie para a encantadora e amaldiçoada jovem que jazia diante dele. Um terrível golpe do destino tinha-a feito recuar 700 anos no tempo para a sua câmara privada, a tentá-lo com a sua beleza — e a seduzi-lo com um desejo que ele jamais lograria saciar. Pois esta mulher que ele ardia por possuir era igualmente a mulher que ele recusara destruir.
UMA MULHER APANHADA NAS BRUMAS DO TEMPO
Quando Lisa sentiu a terra mover-se sob os seus pés, a feroz e independente mulher do século XXI jamais sonhou que estivesse a cair… direita a outro século. Mas o poderoso guerreiro nu que jazia postado de olhos fulgurantes nela era simplesmente demasiado real… e perigosamente arrebatador. Irresistivelmente atraente, sem dúvida... mas Lisa não tinha intenção de permanecer nesta bárbara terra dilacerada por guerra e traição. Como poderia ela saber que o seu sedutor captor tinha outros planos para ela? Planos que a salvariam de um trágico destino? E como poderia saber que este homem que há muito renunciara ao amor desafiaria o próprio tempo para a reclamar?

Opinião:A vida de Lisa Stone, de repente dá uma revira volta quando o pai morre e passa de ter uma boa vida para ter que trabalhar em dois empregos, para se sustentar a si própria e à sua mãe que está em estado terminal devido a uma cancro. Durante o dia Lisa é empregada de mesa e durante a noite faz limpezas num museu e numa noite em particular, chega ao museu um artefacto com poderes inacreditáveis e quando Lisa toca nele volta no tempo 700 anos.
Mas este acontecimento, não augura nada de bom para Lisa, umas vez que o imortal Laird de Brodie Circenn, prometeu matar quem aparecesse com o frasco que ele amaldiçoou para poder recuperá-lo. Mas Circenn não consegue cumprir essa promessa depois de conhecer Lisa, e fica com receio sobre o que acontecerá quando Adam Black um ser preverso souber que Circenn não manteve a sua promessa.
Lisa desobedece a tudo o que Circenn lhe pede, e muitos são os esquemas que Circenn tem que arranjar para salvar Lisa de um destino mais cruel.
Ao longo do livro, Lisa e Circenn compartilham uma forte atracção física, que os faz esquecer de tudo e de todos, mas Circenn tem receio em contar sobre a sua imortalidade, e a razão porque Adam Black continua a aparecer na sua vida, foi também interessante a aparição dos templários neste livro.
As circunstâncias trágicas na vida de Lisa colocam a trama em movimento, mas ela é mais definida pelo que acontece com ela do que pela sua própria personagem. Consegue alternar entre ser corajosa (quando se trata de suas tentativas repetidas de escapar) e apaixonada principalmente por tudo o que a move em relação à sua mãe.
É uma história leve, mas sinceramente não tão divertida e com personagens principalmente o masculino não tão interessantes, a escrita em si por vezes torna-se exagerada e por vezes com cenas que parecem não existir além de adicionar drama à história.






quinta-feira, 10 de maio de 2018

Refúgio - R.A. Salvatore - Opinião - Editora Saída de Emergência



Sinopse: Depois de escapar da sociedade cruel e vingativa de Menzoberranzan, a sua cidade natal escondida nas profundezas da terra, Drizzt inicia uma nova aventura num mundo inteiramente diferente. Desta vez na superfície, sob a luz revigorante de um sol que o fascina e rodeado por florestas frondosas e mil e um segredos para descobrir. Mas esse novo mundo também pode ser hostil e, pior, os elfos negros não desistiram de o caçar. Poderá Drizzt encontrar refúgio longe das trevas que rodeiam a sua raça e integrar-se num mundo que o olha com desconfiança e temor? Não perca a dramática conclusão da trilogia do Elfo Negro.
Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar… em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem.

Opinião: Refúgio é a terceira parte da trilogia do elfo negro, baseada no cenário Forgotten Realms parte do mundo de Dungeons and Dragons. Desde o começo, Refúgio remete-nos rapidamente para o mundo de Salvatore, uma sensação de épico é veiculada nas primeiras páginas e fica cada vez mais forte ao longo do mesmo.
No terceiro livro, após escapar da tentativa de assassinato por parte da sua mãe, Drizzt sai do mundo subterrâneo e decide viver na superfície onde certamente enfrentará a discriminação devido à sua raça mas espera superar e melhorar a sua vida. A primeira aventura vem quando encontra um grupo de Gnolls e decide matá-los ao invés de ajudá-los a matar e comer uma família de aldeões.
Com Drizzt, Salvatore tenta moldar uma personagem que enfrenta a luta interna, Drizzt não deve só quebrar o molde da sua própria raça mas também para o seu próprio género de ficção. Refúgio rapidamente desliza para a batalha entre o bem e o mal, os heróis têm que ser os bons e os vilões os maus uma fórmula tão simples como isso.
Ao longo do livro, vamos acompanhado o nosso herói nas várias aventuras, e na tentativa de se adaptar e ser aceite,
Boa parte da livro é dedicada a impressionar o leitor com a bondade do Drizzt e a maldade dos seus adversários. A tensão entre as duas partes constrói-se até finalmente culminar numa batalha.
Drizzt caminha num mundo de seres fracos ele próprio não muito diferente dos deuses da mitologia grega, tentando encontrar um lugar entre os mortais, Drizzt busca desesperadamente a confiança e aceitação, mas as suas boas intenções geralmente são recebidas com medo e rejeição.
Se o segundo livro já me tinha um pouco desiludido este então achei a sua história muito morna, senti falta das épicas batalhas, de todo o negro que estava no primeiro livro e gostaria de ter sabido o que tinha acontecido à sua família.
Em vez de prender os leitores a alguns personagens fortes, Salvatore apresenta um grupo de protagonistas e vilões diversos, mas não desenvolvidos. A grande variedade de personagens é interessante, mas parecem-se mais com elementos de cenário do que com indivíduos duradouros ou identificáveis.



























segunda-feira, 23 de abril de 2018

Highlander - O Domar do Guerreiro - Karen Marie Moning - Editora Saída de Emergência



Sinopse: Ele nascera num clã de guerreiros de força sobrenatural, mas Gavrael McIllioch abandonara o seu nome e o seu castelo nas Highlands, determinado a escapar ao sombrio destino dos seus antepassados. Ocultando a sua identidade do implacável clã rival que o perseguia, adotou o nome de Grimm para proteger as pessoas de quem gostava, jurando jamais admitir o seu amor pela arrebatadora Jillian St. Clair. Contudo, mesmo de longe, ele velava por ela, e quando o seu pai o intimou com urgência, "Vem por Jillian", ele correu para o seu lado — a competir pela sua mão em casamento.
Porque fugira ele dela há tantos anos? E para quê retornar agora para a ver oferecida como prémio no jogo manipulador de seu pai? Furiosa, Jillian jurou jamais se casar. Mas Grimm era o homem que ela amava, aquele mesmo que a incitava a desposar outro. Ele procurava simular indiferença enquanto ela o tentava, mas não pôde negar os ferozes desejos que o impeliram a arrebatá-la à força do altar.
Ela era a única mulher capaz de domar a besta enraivecida dentro dele — ainda que inimigos mortais maquinassem enquanto isso para os destruir a ambos...



Opinião: No Domar do Guerreiro, conhecemos a história de Grimm personagem que já tinha aparecido no primeiro livro,
Grimm é chamado para ir a Caithness por Laird Gibraltar St. Clair, Gibraltar enviou uma intimação urgente para Grimm, onde apenas escreveu "Venha para Jillian", sem qualquer hesitação Grimm corre para o lado de Jillian em Caithness, sem que este soubesse Grimm foi chamado para uma competição para ganhar a filha de Gribraltar Jillian, em casamento, embora Grimm tivesse prometido não ter qualquer sentimento por Jillian, o seu juramento de protegê-la não era algo a que ele pudesse virar as costas.
Sob o exterior áspero e duro de Grimm, há um homem que trabalhou meticulosamente para esconder o seu passado e a sua verdadeira identidade. Gavreal Roderick Icarus McIllioch, o único filho do Laird de Maldebann, nasceu numa linha lendária de guerreiros, Berserkers, conhecidos pela sua força sobrenatural e bruta. Os Berserkers foram os guerreiros mais destemidos e temidos na Escócia.
Depois de testemunhar o massacre da sua família e de pessoas atacadas violentamente pelo clã MacKane (um clã cujo objetivo principal era livrar o mundo de Berserkers), Gavreal chama os Deuses para torná-lo um Berseker, envergonhado do que acreditava ter-se tornado e das suas capacidades brutais de guerreiro, Gavreal foge da sua casa e usa o nome Grimm Roderick para se proteger de tornar-se o monstro que o seu próprio pai se tornou e evitar que o clã MacKane o mate.
Jillian St Clair decidira que nunca se casaria a menos que fosse com seu primeiro amor, Grimm Roderick, por isso o seu pai acabou por convocar mais dois pretendentes Quinn de Moncrieffe e Ramsay Logan, para competir pela sua mão em casamento. Jillian aproveita a oportunidade que o seu pai deu para que Grimm note a mulher em que se tornara e não a adolescente que este havia abandonado cinco anos antes. Logo depois que ele chega em Caithness, Grimm tenta desesperadamente esconder os seus verdadeiros sentimentos por Jillian e volta a tratar Jillian com desprezo, será que a sua estratégia vai dar certo?
A química que o nosso herói e heroína compartilham é inegável e a sua devoção mútua é admirável, estes permaneceram fiéis ao seu amor e devoção um pelo outro depois de compartilharem um beijo apaixonado e devastador anos atrás.
Um dos aspectos positivos da autora é que ela não nos apresenta apenas heróis belos e lendários, mas homens que têm os seus próprios passados ​​cheios de segredos e amarguras que fazem sentir-nos atraídos por eles, acabamos por sentir as emoções e os conflitos de cada um
O desejo de Grimm de amar Jillian, mas também de mantê-la protegida do que acreditava ser, era doloroso e a sua jornada para a auto-descoberta e desenterrar os segredos da sua família foi muito interessante de ir acompanhando.
Em suma este tipo de livro além de todas aquelas cenas quentes que a autora nos vai dando ao longo do livro, acaba por ter bons ingredientes em termos de romance, mistério, sobrenatural tudo bons pretextos para passar umas boas horas, para quem gosta deste tipo de género de livros são uma boa aposta.




segunda-feira, 2 de abril de 2018

Exílio - R. A. Salvatore - Opinião - Editora Saída de Emergência





Sinopse: Após renegar a sua própria família e partir para longe de Menzoberranzan, a sua pátria, Drizzt tem que aprender a sobreviver e conquistar um novo lar no imenso labirinto dos túneis subterrâneos onde se ocultam criaturas das trevas. Mas o verdadeiro perigo parte da sua própria raça e Drizzt terá que estar atento a sinais de perseguição, pois os elfos negros não são um povo misericordioso...Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar... em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem.

Opinião: Li o primeiro livro desta trilogia já à algum tempo e lembro-me na altura que tinha gostado imenso, com uma atmosfera negra e com grandes batalhas, adorei acompanhar a história de Drizzt o elfo negro que se sente completamente à parte dos costumes da sua raça e após vários eventos acaba por renegar a família e alojar-se nos túneis subterrâneos e é aqui começamos a nova aventura.
R.A. Salvatore faz um ótimo trabalho transpondo-nos na história com Drizzt, realmente sentimos como se entendessemos os perigos que Drizzt enfrenta, cada um dos eventos que o elfo negro encontra muda-o visivelmente ao longo da história, a luta do Drizzt para se ajustar a um mundo completamente diferente, cheio de pessoas que o odeiam por causa de sua raça, é uma história detalhada e fantástica.
A coisa mais importante a salutar é a acção, existem numerosas batalhas descritivas ao longo do livro que são muito nítidas para quem está a ler.
Após décadas a viver nos túneis e com pouca interacção inteligente Drizzt acaba por desenvolver um espírito primitivo de caçador e se este já era um excelente lutador, acaba por se tornar excepcional, a única companhia que mantém é o seu amigo místico a pantera e com ele exploram e enfrentam os perigos do subterrâneo.
Por outro lado a mãe de Drizzt não esquece o que este fez, e acaba por trazer do mundo dos mortos uma criatura para procurar Drizzt e o matar. Drizzt tudo faz para fugir ao perigo, e acaba por se tornar amigo de um anão e são muitas a aventuras que vamos acompanhado com estes dois companheiros acabando por irem parar a uma sociedade sobrenatural onde se tornam escravos praticamente sem mente, e são maravilhosas as descrições das batalhas que o escritor nos proporciona.
O se não e que senti falta, foi toda a escuridão que encontramos no primeiro livro, tinha achado diferente todo aquele mundo e sociedade dos elfos negros e neste senti falta disso, gostava de ter sentido mais aquela nuvem negra à volta desta raça. 
Em suma, acabamos por conseguir criar uma conexão com o personagem principal, o senso de justiça de Drizzt e o facto de usar as suas habilidades para derrotar a injustiça, fazem-no um personagem bastante interessante, para quem gosta destes livros de fantasia com muita acção sem dúvida que recomendo.










quinta-feira, 22 de março de 2018

Don´t Tell - Karen Rose - Opinião



Sinopse: Mary Grace Winters sabia que a única forma de ela e o filho escaparem ao marido, um agente da polícia, que os maltratava, era a simulação das suas mortes. Agora, tudo o resto da sua antiga vida jaz no fundo do lago... Com uma nova identidade, numa nova cidade, encontraram um refúgio a centenas de quilómetros de distância. Quase se esqueceu do pesadelo vivido à nove anos. Até resolveu tentar a sua sorte ao amor com Max Hunter, um homem que também carrega as suas próprias feridas. Contudo, o marido descobre-os e, pouco a pouco, o perigo aproxima-se e ameaça tudo e todos.

Opinião: Caroline Stewart (também conhecida como Mary Grace Winters) é uma personagem bastante forte mas igualmente torturada, esta estava tão abatida quanto uma mulher poderia ficar, tanto fisicamente quanto emocionalmente, depois de suportar anos de abuso nas mãos do seu sádico marido policial. A coragem e a determinação que demonstrou para fugir  e fingir a sua  morte e a do seu filho para começarem uma nova vida em segredo, foram absolutamente inspiradoras.
Caroline  era uma mãe fabulosa, com um amor extraordinário pelo seu filho Tom e apesar de  todos os anos de tormento que sofreu, esta não perdeu o senso de humor e talvez mais importante,  não desistiu da ideia de algum dia encontrar alguém que a amaria da maneira que merecia.
Max é um professor de história inteligente, mas essa não foi sua primeira escolha para uma carreira,  este era  um talentoso jogador de basket cujos sonhos foram interrompidos por um trágico acidente que o deixou gravemente ferido.
Inicialmente, Max parece ser o homem perfeito, mas logo fica evidente que este ainda nutre muita culpa e auto piedade pela perda da sua carreira e pelo facto de agora estar com cicatrizes e andar com uma bengala,  é um homem gentil e carinhoso que não tem medo de expressar os seus sentimentos. 
Max e Caroline juntos formam um casal maravilhoso, mas nem tudo é um mar de rosas entre eles, porque ambos trazem muita bagagem para o relacionamento. Caroline está compreensivelmente com medo de contar a Max a verdade sobre  o seu passado e por causa das suas mágoas passadas, Max às vezes interpreta mal as suas intenções.
 Karen Rose é muito talentosa em usar coisas simples, como olhares ardentes e toques suaves para transmitir muito significado,  este livro é um óptimo exemplo de como um autor pode usar apenas cenas de amor moderadas a moderadamente descritivas, mas faz com que pareça muito mais quente ao expressar uma conexão emocional tão intensa.
Este livro tem também um incrível núcleo de personagens secundárias, o inspector Thatcher é o agente designado para investigar o desaparecimento de Mary Grace Winters, este é determinado e nunca teve medo de enfrentar Rob Winters, depois temos Tom o filho de Caroline, super protector em relação à sua mãe e tem imensa dificuldade em confiar nos homens em torno desta, é um jovem super maduro devido a tudo o que aconteceu no passado.
Depois temos Dana, a melhor amiga de Caroline esta é a voz da razão e também é uma mulher super forte devido ao seu trabalho e pelo que passou na sua vida, temos também David o irmão de Max a alavanca para a recuperação de Max.
Não posso deixar de referir o grande vilão que Karen Rose escreveu, tendo conseguido retratá-lo de forma muito real e assustadora, é um clássico abusador e sociopata que não tem consciência alguma, sendo que ao longo do livro fica cada vez mais louco, conseguimos sentir o terror que este incutiu nas suas vítimas.
Em suma, nunca tinha lido nada de Karen Rose mas sem dúvida que irei ler os outros livros, tem todos os ingredientes que nos fazem querer ler mais e mais, conseguimos sentir todas a emoções, com personagens muito bem elaboradas sem dúvida que recomendo.