quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Salvo Comigo - K.L.Slater - Opinião - Topseller



Sinopse: Há treze anos, alguém destruiu a vida dela.Agora, a vingança está ao seu alcance?
Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.
Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.
Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo? Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.
À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.

Opinião: Bem que história e que personagens malucas e intrigantes.
A Salvo Comigo, é uma leitura de muito suspense e com uma grande dose de malevolência que corre ao longo de várias páginas.
Anna testemunha um acidente de viação onde Liam fica gravemente ferido, Carla, a mulher que causou o acidente, é uma mulher que arruinou a vida de Anna, e então começa uma campanha para se vingar de Carla. O ódio de Anna por Carla corre profundamente, e não podemos deixar de sentir uma sensação de desconforto porque o autor revela os antecedentes da obsessão de Anna  para com Carla.
Que personagem é a Anna, ao longo da história é nítida a sensação que esta tem pensamentos e acções que literalmente davam arrepios, personagem que provoca sensações de empatia por tudo o que aconteceu, mas que ao mesmo tempo é impulsiva, não pensa nas suas acções e alheada da realidade, é uma personagem muito complexa.
A história é contada através dos pontos de vista de Anna, Carla e da vizinha de Anna, e ao longo da trama vamos pensando que nenhuma é confiável e que existem muitos pontos que iam surgindo, e que sem dúvida iam aumentando a expectativa do que ia acontecer a seguir. Mas não nos podemos esquecer de Liam, e nem tudo o que parece é ou será que é?
Os eventos de treze anos atrás são contados através de uma série de flashbacks em que seguimos  Carla nas semanas que antecederam o evento que altera a vida de Carla e Anna. São eventos desenvolvidos de forma lenta e cuidadosa e a sensação de tragédia  em cada capítulo é iminente. Sabemos que algo de muito errado na vida acontece de Anna, no entanto, a maneira como Slater escreveu  significa que, por cada suspeita que possamos ter, estaremos trágicamente errados. Há tantas voltas e reviravoltas que a  falta de direcção é suficiente para que tentemos adivinhar até o fim.  Haverão poucas pessoas nesta história que não o irão surpreender.
O único senão é mesmo o fim, avançamos rapidamente no tempo, e toda a conclusão é feita através da perspectiva da Anna, em vez de ser tudo em primeira mão, e digamos que o ponto de vista de Anna não é o mais fiável.
Sem dúvida que é um excelente livro, que o irá manter intrigado e perturbado até ao fim.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Jigsaw: O Legado de Saw - Opinião



Sinopse:  Thirteen years ago on Halloween weekend--SAW and the character of JIGSAW introduced the world to a new face of horror. For seven straight years "If it's Halloween it must be SAW" was a holiday tradition. This October 27, Lionsgate and Twisted Pictures proudly present JIGSAW! After a series of murders bearing all the markings of the Jigsaw killer, law enforcement find themselves chasing the ghost of a man dead for over a decade and embroiled in a new game that's only just begun. Is John Kramer back from the dead to remind the world to be grateful for the gift of life? Or is this a trap set by a killer with designs of their own?


Opinião: Adoro filmes de terror, e acabo por ver de tudo um pouco muitas vezes mesmo aqueles que por vezes são uma grande fantochada, cada vez mais os filmes de terror acabam por não conseguir criar aquela adrenalina, colocar o coração a palpitar do principio ao fim, mas a curiosidade acaba por ser maior e lá acabo por assistir a mais um filme.
Como tinha adorado o primeiro Saw e apesar dos restantes terem acabado por ser uma desilusão, não pude deixar de dar uma oportunidade a este. Para quem não sabe este filmes são sobre um assassino em série que coloca  as suas vítimas em armadilhas de morte e oferece oportunidades para escapar se superarem os seus piores instintos, tem sido uma das franquias de terror mais consistentes e confiáveis do mercado.
Passaram dez anos desde a morte de Jonh Kramer mas os assassinatos começaram de novo, e um grupo de pessoas foi presa a uma parede e são arrastados para a sua condenação, a menos que trabalhem juntos, e façam exactamente como Jigsaw ( ou algum tipo de cópia) quer.
Entretanto acabam por se reunir um policia, um patologista e a sua assistente que é obcecada por Jigsaw e estes vão reunindo pistas para descobrir onde as vítimas estão e se realmente Jigsaw está vivo ou se existe algum imitador. 
Se nos filmes anteriores, éramos remetidos para cenários particularmente desagradáveis, mas que a maquinaria de Jigsaw de alta tecnologia e os truques que iam acontecendo nos deixavam empolgados, neste, todo o ambiente é um bocado estéril e objectivo, sendo que as soluções dos enigmas não nos deixa com a cabeças às voltas  e acabamos por não nos conseguir colocar na posição das vítimas.
A prestação dos actores, também não me empolgou penso que em situações como aquelas em que foram colocados, penso que a adrenalina devia estar no topo e passar toda aquela angústia para quem está assistir e para mim isso não foi transmitido.
Toda a trama em si acaba por ter algumas revira-voltas inesperadas, e posso mesmo confessar que fiquei mais agradada com este filme, do que com alguns dos últimos em que a história já não adicionava nada.
Se são fãs dos filmes vejam, apesar de tudo não é um mau filme e acabamos por voltar ao mundo intrincado e demoníaco do Jigsaw.



Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vPP6aIw1vgY&t=40s

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

The Haunting of Maddy Clare - Simone St James - Opinião




Opinião: Sarah Piper é uma mulher moderna que vive em Londres depois da Primeira Guerra Mundial, sendo a sua profissão secretária. Quando uma agência temporária oferece-lhe a oportunidade de trabalhar para o arrojado Alistair Gellis, ela assume a oferta - apenas para perceber, talvez muito tarde, que o seu novo trabalho exige que ela vá caçar fantasmas. Alistair é um escritor académico, que pesquisa lugares assombrados em Inglaterra e  o seu caso mais novo - o fantasma de uma criada chamada Maddy Clare - exige a assistência de uma mulher. Os dois viajam juntos para a pequena aldeia de Waringstoke, onde irão investigar o celeiro assombrado onde Maddy aparece e onde mais tarde têm também a ajuda de Matthew Ryder. Inicialmente, Sarah duvida de que os fantasmas realmente existem, mas para sua consternação (e terror) Maddy faz uma aparição horrível e é capaz de se conectar com Sarah, e é assim que Sarah compreende por que Maddy está cheia de ódio e em busca de vingança e terá então que ajudar o fantasma para que todos não se tornem vítimas da sua ira.
Em termos de trama, The Haunting of Maddy Clare é bastante clara: uma história de fantasmas misturada com o mistério atrás da vida de Maddy, e claro esta envolve os terrores de pequenas aldeias.
À medida que a história progride e Sarah, Alistair e Matthew conduzem a sua investigação acerca da assombração, conhecemos a verdade por trás do trágico e horrível mistério do passado da jovem Maddy. Os elementos de horror, mergulhados na natureza da assombração de Maddy e como estes alimentam  a sua raiva e medo são escritos com habilidade. É esse mistério, do passado de Maddy e do que ela quer, que impulsiona a história.
Além de todo o mistério envolto sobre Maddy, foi também interessante desvendar Sarah Piper e os diferentes desafios que esta enfrenta  num mundo de pós-guerra. O trabalho secou e, como mulher sem família ou meios, a realidade de Sarah é escassa. Sarah é uma mulher moderna na medida em que cuida de si mesma, existe essa tensão entre o que é aceitável e respeitado, em comparação com o mundo evolutivo mais novo e mais ousado. Há também o legado da guerra e como isso afectou Alistair e Ryder.
O lado do romance entre Sarah e Ryder, infelizmente não me convenceu, foi tudo muito apressado e de uma forma nada credível.
Em relação aos personagens masculinos,  conhecemos Alistair, com aparência gentil mas com uma experiência sem igual. Em contraste, Ryder não tem a mesma profundidade,  parece viril e perigoso, sabemos o que sofreu, talvez seja isso que faça com que Sarah, seja atraída pela sua aparência e comportamento
Além deste trio principal, é claro, não devemos esquecer Maddy Clare, os vários aldeões com as suas próprias fraquezas, segredos e passados.
Apesar do romance não ter funcionado para mim, gostei imenso do livro, é um um romance histórico rápido e envolvente com uma história de fantasmas eficaz. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Limões na Madrugada - Carla M. Soares - Opinião - Cultura Editora



Sinopse: Ansiosa por regressar à Argentina, mas presa a Portugal, distante do homem que ama e da mulher com quem vive, Adriana está perante um dilema universal e intemporal: manter-se comodamente na ignorância ou desvendar o passado da família, como se de um caso policial se tratasse, enfrentando assim aquilo de que andou a fugir toda a vida, por mais doloroso que seja.
Num jogo magistralmente imaginado pela autora, entre a vida atual de Adriana e os ecos do Portugal antigo, machista e violento dos seus pais e avós, esta história, de uma família e dois continentes, é uma viagem entre o presente e o passado, uma ponte sobre o fosso cultural que separa as gerações, um tratado sobre tudo aquilo que a família pode fazer à vida de um só indivíduo.
Entre a sombra e a luz, deixando que por vezes os silêncios falem mais alto do que as palavras, Limões na Madrugada é um romance sobre o amor incomum, o poder da família e a necessidade da coragem.


Opinião: Sendo o primeiro livro que leio da escritora, parti com uma grande expectativa para esta leitura, e não me desiludiu, mistério, trama, romance, bons ingredientes que nos transportam entre Portugal e Argentina numa leitura super envolvente.
Limões na Madrugada conta-nos a história de Adriana, uma mulher a viver desde pequena na Argentina e que pouco sabe da família paterna, mas quando recebe uma carta da sua tia que faleceu a pedir para esta vir para Portugal e conhecer mais sobre a história da sua família, tudo muda e fantasmas do passado vêm para assombrar a sua vida.
Ao longo do livro, vamos viajando sobre a vida da Adriana na Argentina onde conhecemos mais sobre a personagem, a ligação que esta tem com os pais e sobre a sua vida amorosa e ao mesmo tempo vamos acompanhado o descobrir da família Branco em Portugal e todos os seus mistérios.
De capítulos curtos, e uma leitura rápida e super aliciante, vamos conhecendo os elementos da família Branco, num Portugal super tradicional onde a mulher era completamente submissa ao homem, e onde aquele antigo ditado super machista, naquela época se aplicava de forma bastante rigorosa (entre marido e mulher não se mete a colher). Adriana é confrontada com histórias que a deixam muito desconfortável sobre a sua família, e até aquele que pensava conhecer minimamente que era o seu pai, afinal não é quem pensava.
Um história de famílias, que nos faz viajar no tempo, uma homenagem ás mulheres lutadoras, que defendem os seus ideais e uma leitura sempre acompanhada pela memória do cheiros dos limões e todas as recordações que isso traz a cada um de nós.



Leitura com o apoio da Cultura Editora

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A Coroa - Kiera Cass - Opinião - Marcador Editora



Sinopse: Em "A herdeira", o universo de "A Seleção" entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava.

Opinião: Toda a gente sabe que esta série tem capas deslumbrantes, o que acaba por ser um grande chamariz para todos estes livros. Os 3 primeiros livros foram rápidos de ler e viciantes, mas em relação aos últimos dois tenho que confessar que não me entusiasmaram tanto como os outros.
A Coroa, começa com uma grande eliminação de pretendentes de forma a estreitar a Selecção até à Elite, o que foi um pouco decepcionante pois ver todo o processo é a melhor parte da série. Ao longo do livro vamos acompanhando Eadlyn no seu crescimento e amadurecimento, e o foco acaba por ser mais sobre questões pessoais como governante e não sobre a própria Selecção, o que é a espinha dorsal desta série.
Penso que a escolha também acaba por não ser uma grande novidade, pois foram muitas as pistas para perceber que seria este o desfecho, tenho pena que vários pontos da trama foram introduzidos e resolvidos quase no fim do livro.
Em suma a Coroa não é um livro mau, apenas não me entusiasmou, valeu apenas para colocar o ponto final desta série, e revermos e acompanharmos alguns personagens que foram importantes nos livros anteriores.

Leitura com o apoio da Marcador Editora




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Dica está mais cheia



Meu Deus este mês de Novembro foi a loucura o que vale é que foi tudo comprado em segunda mão e baratinhos, os únicos que foram oferecidos pelas editoras foi a Coroa e Limões na Madrugada.

Obrigada Marcador e Cultura Editora

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Rapariga no Gelo - Robert Bryndza - Opinião - Alma dos Livros



Sinopse: Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.
A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?


Opinião: A Rapariga no Gelo, é uma história interessante e fácil de seguir, uma vítima é encontrada no gelo e acaba por se descobrir que provém de uma família muito poderosa o que vem dificultar o trabalho policial, uma vez que a investigação é ditada pela família. No entanto, quando semelhanças com assassinatos anteriores não resolvidos, a equipa percebe que estão a lidar com um assassino em série.
A nossa investigadora, Erika Foster, é uma personagem complexa, é impulsiva e constantemente despreza os seus superiores, sem pensar muito nas consequências. Erika é forte e tenaz mas a sua determinação em resolver o caso leva-a a ignorar os seus instintos e coloca-se em perigo.
Ao longo do livro, vamos tendo um pequeno vislumbre sobre os acontecimentos a partir da perspectiva do assassino, o que acrescenta uma grande dimensão e sensação de perigo à história.
Um outro aspecto interessante é a corrupção política e como esta é explorada por alguns dos intervenientes de forma a avançarem ou não caírem na sua carreira.
O estilo de escrita de Bryndza é detalhado, absorvendo-nos na história e na investigação. Existem grandes reviravoltas e alguns personagens muito suspeitos aumentam a escuridão da história e cresce a antecipação à medida que a tenção aumenta gradualmente.
O ritmo da história é muito bom, mantendo o interesse do leitor, sem dúvida que vou querer ler o segundo livro já publicado.