terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Bolo de Maçã e Côco



Uma das novidades da Dica, irá ser reproduzir algumas receitas, que possam acompanhar o vício dos livros ou fazer uma surpresa a alguém ou nem que seja para descontrair o espírito e a primeira receita é então este bolo de maçã e côco.

Ingredientes:

. 4 ovos
. 200 grs. de açúcar
. 1 iorgurte de coco

. 100 grs. de margarina amolecida
. 1 maçã
. sumo de uma laranja

. 50 grs. de coco ralado
. 180 grs. de farinha
. 1 colher de chá de fermento em pó

Preparação:

Unte uma forma pequena de buraco com margarina e polvilhada com farinha.

Bata os ovos com o açúcar até obter um preparado cremoso e esbranquiçado.

Junte o iogurte e a margarina e volte a bater. Descasque a maçã e pique-a em cubinhos pequeninos, adicione-a ao preparado juntamente com o coco ralado e o sumo da laranja.

Envolva tudo muito bem e por fim junte a farinha e o fermento em pó. Verta para a forma e leve ao forno a 180º C durante cerca de 40 minutos (faça o teste do palito para verificar o ponto de cozedura). Decore com coco ralado.






Por cá esta receita ficou aprovada, com textura fofa e super saboroso foi a delícia de quem provou



sábado, 10 de fevereiro de 2018

Novos na estante - Janeiro




Com alguns dias de atraso estes foram os livros que chegaram à estante, com preços muito acessíveis. Podem consultar a minha opinião de dois deles aqui no blog:

Ao Fechar a Porta : http://diicadeleitura.blogspot.pt/2018/01/ao-fechar-porta-baparis-opiniao.html

Vidas Finais: http://diicadeleitura.blogspot.pt/2018/02/vidas-finais-riley-sager-opiniao.html

Já leram algum ? 






Vidas Finais - Riley Sager - Opinião - Topseller



Sinopse: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.
Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas.
Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava. As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.
Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.
Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.


Opinião: Depois de sobreviver a um assassinato em massa, os jornalistas tentam fazer de Quincy numa última vítima, mas esta recusa em aceitar tal estigma, em vez disso termina a faculdade, vive com o seu namorado e estabeleceu-se numa vida confortável criando um blog bem sucedido.
Mas é quando Lisa morre uma outra sobrevivente de um assassinato macabro, que o mundo de Quincy aparentemente perfeito começa a desabar, repórteres começam de novo a importuná-la e quando Sam outra sobrevivente bate à sua porta tudo vira de pernas para o ar, e é precisamente este tipo de problemas um dos mistérios deste livro inventivo e bem elaborado.
Quincy pode parecer uma sobrevivente modelo, mas é só porque conseguiu esconder a sua confiança em Xanax, quanto a sua propensão para o pequeno roubo, esta está convencida que ela e Sam podem-se ajudar, mas os maus hábitos de Sam parecem começar a encaixar-se com a própria Quincy e esta começa a perder a controle.
A autora faz um bom trabalho ao desenvolver uma sensação de medo, em vez de uma ameaça.
Enquanto a maior parte do livro, é escrita do ponto de vista de Quincy, Riley Sager tece cenas da noite dos assassinatos do amigos de Quincy o que nos permite informações que esta não se consegue lembrar.
Não lembrar dos acontecimentos da noite dos assassinatos de seus amigos parece oferecer-lhe alguma proteção, mas há um ar denso de pressentimento à medida que a história progride. Sabemos que algo de mal irá acontecer, mas não sabemos exactamente o que e por quê. Por outro lado oferece-nos uma associação bastante limitada, em termos de quem pode ser uma ameaça para Quincy, existe Coop  o policial que encontrou Quincy e que tem sido o seu apoio desde então, assim como Jeff, o namorado de Quincy de vários anos, e claro há Sam, que parece ter uma influência terrível sobre Quincy  que está determinada a conseguir que Quincy se lembre  do que aconteceu naquela noite em Pine Cottage e claro há Quincy, que aprendemos  por meio de flashbacks  que foi suspeita por parte dos policiais de saber mais do que parece da sua noite de terror.
Ao longo de todo o livro não nos podemos sentir seguros em realmente adivinharmos o que aconteceu, penso que aqui a escritora fez um excelente trabalho em manter em suspense o toque final.
Sem dúvida um bom livro no suspense psicológico.
 







terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Ao Fechar a Porta - B.A.Paris - Opinião - Editorial Presença



Sinopse: Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

Opinião: Quanto sabemos realmente sobre as pessoas que escolhemos para passar as nossas vidas, e quanto sabemos sobre os segredos que os nossos amigos e vizinhos mantêm nas suas casas? B.A. Paris explora o potencial para o mal e o abuso num casamento supostamente perfeito.
Iniciamos a leitura com um jantar organizado por Grace e Jack para outros 2 casais, durante o jantar Grace explica como conheceu o seu marido, esta estava no parque com a irmã Millie que tem síndrome de Down, quando um estranho estende a mão para Millie e começa a dançar com esta, encantada com a sua bondade Grace fica fascinada por Jack, um advogado que defende mulheres vítimas de violência doméstica. Esta conversa é apresentada de forma fantástica, mostrando que a vida do casal é perfeita, mas será mesmo assim? Será que todos acreditam?
Os capítulos, vão alternando entre o passado e o presente, e o que nos deixa intrigados no presente, será explicado pelos capítulos no passado.
Se Jack e Grace, são os nosso protagonistas principais, tenho que dar um grande destaque a Millie, apesar das suas limitações intelectuais, esta reconhece o mau comportamento de Jack  e tem um forte amor e lealdade em relação a Grace, já a personagem Esther acaba por ser intrigante, uma vez que se por um lado o autor nos coloca a pensar será que a Esther já se apercebeu do que se passa, por outro lado pensamos se esta não sabe de tudo o que se passa na casa de Grace e Jack e não está a ser conivente com tudo.
O escritor, construiu um mundo sinistro e com requintes de malvadez de forma muito subtil, atraindo o leitor para a loucura do casamento de Jack e Grace, dado que manipula situações comuns para ilustrar os verdadeiros segredos que o casal esconde.
Não posso deixar de ilustrar alguns pontos que me deixaram um pouco desiludida, um deles foi o facto de ser um pouco céptica em relação ao facto de Esther não intervir de forma mais veemente já que tinha tantas suspeitas que algo não estava bem, e depois foi aquele final, a sério que acabou assim estava à espera de algo mais retorcido e malvado dado toda a essência do livro.
Mas apesar de tudo este thriller doméstico consegue absorver-nos no mundo louco de Jack e Grace, leva-nos para uma leitura vertiginosa para um mundo de terror, abuso e pânico.







segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Copycat - Opinião




Sinopse: In San Francisco, the criminal psychologist Helen Hudson is specialized in serial-killers. During a trial, the accused Daryll Lee Cullum kills a police officer and tries to kill her and she becomes agoraphobic. Now Helen lives a reclusive life with her gay friend Andy that helps her. Sometime later, there is a wave of crimes and Detectives M.J. Monahan and Reuben Goetz are investigating the murder cases. Helen identifies that the murderer is copycatting notorious serial-killers and she anonymously contacts the Police Department. After fourteen phone calls, she is identified by the police. Detectives M.J. and Reuben visit her and Helen teams up with them and prepares the profile of the killer that wants to be famous. But soon the copycat killer Peter Foley contacts and stalks Helen and M.J. and Reuben give protection to her. Will they be capable to stop Foley before the next murder?

Opinião: Após ver um video da Dora Santos Marques a falar sobre o filme resolvi ir vê-lo e após os primeiros minutos, percebi que já o tinha começado a visualizar anteriormente e não sei porquê nunca o tinha terminado.
Na cidade de São Francisco começam a acontecer assassinatos, e o assassino quer claramente fazer uma declaração para o mundo, este é um aluno dos assassinos em série do passado, e cada uma das suas cenas de crime são cuidadosamente organizadas. É aqui que entra Helen Hudson (Sigourney Weaver) uma psicóloga criminal, que após um evento trágico no seu passado se torna uma autêntica reclusa dentro de casa, e após perceber o que está acontecer terá que ultrapassar o medo do mundo e trabalhar com a polícia para apanharem este criminoso.
Ao longo do filme, o suspense vai crescendo, Helen acaba por ser um dos alvos do imitador e até quem ela queria deixar no passado vai ter que a ajudar no presente.
Sigourney Weaver, tem um bom desempenho ao longo do filme, assim como a policial desempenhada por Holly Hunter tem um papel deveras intrigante.
Um bom filme, já antigo mas que nos faz passar bons momentos, o mal sempre foi uma fonte de fascínio nos filmes e à medida que os nossos medos crescem, a nossa curiosidade também, filmes como este são uma maneira segura de enfrentar os nossos medos de forma indirecta e exorcizá-los.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=uauN3psd2Ds

Canal da Dora: https://www.youtube.com/user/dorasantosmarques








quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Salvo Comigo - K.L.Slater - Opinião - Topseller



Sinopse: Há treze anos, alguém destruiu a vida dela.Agora, a vingança está ao seu alcance?
Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.
Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.
Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo? Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.
À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.

Opinião: Bem que história e que personagens malucas e intrigantes.
A Salvo Comigo, é uma leitura de muito suspense e com uma grande dose de malevolência que corre ao longo de várias páginas.
Anna testemunha um acidente de viação onde Liam fica gravemente ferido, Carla, a mulher que causou o acidente, é uma mulher que arruinou a vida de Anna, e então começa uma campanha para se vingar de Carla. O ódio de Anna por Carla corre profundamente, e não podemos deixar de sentir uma sensação de desconforto porque o autor revela os antecedentes da obsessão de Anna  para com Carla.
Que personagem é a Anna, ao longo da história é nítida a sensação que esta tem pensamentos e acções que literalmente davam arrepios, personagem que provoca sensações de empatia por tudo o que aconteceu, mas que ao mesmo tempo é impulsiva, não pensa nas suas acções e alheada da realidade, é uma personagem muito complexa.
A história é contada através dos pontos de vista de Anna, Carla e da vizinha de Anna, e ao longo da trama vamos pensando que nenhuma é confiável e que existem muitos pontos que iam surgindo, e que sem dúvida iam aumentando a expectativa do que ia acontecer a seguir. Mas não nos podemos esquecer de Liam, e nem tudo o que parece é ou será que é?
Os eventos de treze anos atrás são contados através de uma série de flashbacks em que seguimos  Carla nas semanas que antecederam o evento que altera a vida de Carla e Anna. São eventos desenvolvidos de forma lenta e cuidadosa e a sensação de tragédia  em cada capítulo é iminente. Sabemos que algo de muito errado na vida acontece de Anna, no entanto, a maneira como Slater escreveu  significa que, por cada suspeita que possamos ter, estaremos trágicamente errados. Há tantas voltas e reviravoltas que a  falta de direcção é suficiente para que tentemos adivinhar até o fim.  Haverão poucas pessoas nesta história que não o irão surpreender.
O único senão é mesmo o fim, avançamos rapidamente no tempo, e toda a conclusão é feita através da perspectiva da Anna, em vez de ser tudo em primeira mão, e digamos que o ponto de vista de Anna não é o mais fiável.
Sem dúvida que é um excelente livro, que o irá manter intrigado e perturbado até ao fim.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Jigsaw: O Legado de Saw - Opinião



Sinopse:  Thirteen years ago on Halloween weekend--SAW and the character of JIGSAW introduced the world to a new face of horror. For seven straight years "If it's Halloween it must be SAW" was a holiday tradition. This October 27, Lionsgate and Twisted Pictures proudly present JIGSAW! After a series of murders bearing all the markings of the Jigsaw killer, law enforcement find themselves chasing the ghost of a man dead for over a decade and embroiled in a new game that's only just begun. Is John Kramer back from the dead to remind the world to be grateful for the gift of life? Or is this a trap set by a killer with designs of their own?


Opinião: Adoro filmes de terror, e acabo por ver de tudo um pouco muitas vezes mesmo aqueles que por vezes são uma grande fantochada, cada vez mais os filmes de terror acabam por não conseguir criar aquela adrenalina, colocar o coração a palpitar do principio ao fim, mas a curiosidade acaba por ser maior e lá acabo por assistir a mais um filme.
Como tinha adorado o primeiro Saw e apesar dos restantes terem acabado por ser uma desilusão, não pude deixar de dar uma oportunidade a este. Para quem não sabe este filmes são sobre um assassino em série que coloca  as suas vítimas em armadilhas de morte e oferece oportunidades para escapar se superarem os seus piores instintos, tem sido uma das franquias de terror mais consistentes e confiáveis do mercado.
Passaram dez anos desde a morte de Jonh Kramer mas os assassinatos começaram de novo, e um grupo de pessoas foi presa a uma parede e são arrastados para a sua condenação, a menos que trabalhem juntos, e façam exactamente como Jigsaw ( ou algum tipo de cópia) quer.
Entretanto acabam por se reunir um policia, um patologista e a sua assistente que é obcecada por Jigsaw e estes vão reunindo pistas para descobrir onde as vítimas estão e se realmente Jigsaw está vivo ou se existe algum imitador.
Se nos filmes anteriores, éramos remetidos para cenários particularmente desagradáveis, mas que a maquinaria de Jigsaw de alta tecnologia e os truques que iam acontecendo nos deixavam empolgados, neste, todo o ambiente é um bocado estéril e objectivo, sendo que as soluções dos enigmas não nos deixa com a cabeças às voltas  e acabamos por não nos conseguir colocar na posição das vítimas.
A prestação dos actores, também não me empolgou penso que em situações como aquelas em que foram colocados, penso que a adrenalina devia estar no topo e passar toda aquela angústia para quem está assistir e para mim isso não foi transmitido.
Toda a trama em si acaba por ter algumas revira-voltas inesperadas, e posso mesmo confessar que fiquei mais agradada com este filme, do que com alguns dos últimos em que a história já não adicionava nada.
Se são fãs dos filmes vejam, apesar de tudo não é um mau filme e acabamos por voltar ao mundo intrincado e demoníaco do Jigsaw.



Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vPP6aIw1vgY&t=40s