terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A Filha Desaparecida - Jane Shemilt - Editorial Presença - Opinião



Sinopse: As horas passam mas Naomi não aparece. A noite avança e Jenny desespera. A filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro. A vida de Jenny, uma médica casada com um neurocirurgião de sucesso, está prestes a mudar.
Um ano depois da noite fatídica, Naomi continua desaparecida. A polícia procurou em vão e os piores cenários (rapto ou homicídio) parecem hipóteses remotas. A busca obsessiva de Jenny, que não desiste da filha, sugere outra explicação: as pessoas em quem confiava e que julgava conhecer têm escondido segredos - sobretudo a própria Naomi.

Opinião: Parece que o ano começou com leituras de pessoas desaparecidas, e este livro não foge à regra.
O romance de estreia de Jane Shemilt, Daughter, foi anunciado como um thriller sobre o desaparecimento de uma adolescente, mas para mim tem mais de drama familiar, com uma medida de suspense, centrada no desaparecimento de Naomi Malcolm, de quinze anos, este livro é também uma leitura que levanta questões sobre o conceito de saber se realmente conhecemos os entes queridos.
A Filha Desaparecida é contada a partir da perspectiva de Jenny Malcolm, a mãe da menina desaparecida Naomi, os Malcolm são uma família de classe média, Jenny e Ted são médicos muito centrados nas suas carreiras, mas uma noite  Naomi não chega em casa e tudo à volta que parecia perfeito afinal revela muitos mistérios. A narrativa muda de um lado para o outro, entre os dias que antecederam o desaparecimento de Naomi, até ao momento do desaparecimento e um ano ou mais depois. A incansável busca de Jenny para nunca desistir de encontrar a sua filha, resultou em amor e culpa, levando-a a uma conclusão dramática,  culminando numa cama de segredos, mentiras e traições que são reveladas vindas de Naomi, assim como do seu marido e dos seus outros filhos.
Se este livro tinha bons argumentos, para ser uma leitura interessante, dado que desconstrói
a construção de uma família aparentemente perfeita no início, expondo um interior cheio de mentiras, traições e más escolhas, assim como o facto de mergulhar na mente de uma mãe experimentando a culpa pelo desaparecimento de um filho, para mim não foi isso que aconteceu dado que dei por mim a deixar de estar entusiasmada com a leitura pareceu-me tudo muito lento, não conseguindo sentir grande apreço com as personagens, não senti o mistério e o suspense que aprecio neste tipo de livros e aquele final sinceramente não me convenceu.
Infelizmente um livro que poderia prometer, mas que me desapontou. 






 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Perto de Casa - Cara Hunter - Porto Editora - Opinião



Sinopse: Como pode uma criança desaparecer sem deixar rasto?
A noite passada, Daisy Mason de oito anos, desapareceu enquanto decorria uma festa de família. Ninguém viu, ouviu ou percebeu o que quer que fosse, ou pelo menos, é o que todos dizem.
O Inspetor Adam Fowley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.
Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.

Opinião: Actualmente existem tantos livros de crime no mercado e que envolvam crianças desaparecidas, que quando surge mais um fica sempre aquela sensação o que será que este trás de novo, para mim tem que haver um elemento surpresa ou um factor de choque e este Perto de Casa sem dúvida que foi um dos livros de crime mais excitantes que li desde algum tempo.
Ao longo do livro vamos acompanhando o detective Adam Fawley, um homem que perdeu o seu próprio filho e que agora se encontra a braços sobre o desaparecimento de uma menina de 8 anos de idade Daisy Mason. Foi interessante a autora ter usado as redes sociais como o Twitter ou o Facebook assim como entrevistas das testemunhas, o que acabou por dar ao livro umas reviravoltas muito actuais assim como acabamos por nos sentir parte da investigação.  A linha do tempo seguida acaba por nos dar uma tensão, frustração e um ritmo frenético da investigação.
Cara Hunter, faz um excelente trabalho ao levantar a dúvida em vários personagens, estes são complexos e o mais importante muito convincentes, temos a estranha e desprezível família Mason que imediatamente desperta suspeitas, mas por outro lado temos este detective que tem os seus próprios demónios, acabando por permanecer enigmático acabando por não ofuscar o enredo como por vezes acontece noutros livros. 
Esta é uma história electrizante e que consegue manter o leitor em suspense à medida que a evidência aumenta.
Perto de Casa é um livro emocionante, e que aconselho sem dúvida para quem quer entrar da melhor maneira no ano literário.






Leitura com o apoio da Porto Editora


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Um Conde Apaixonante - Sarah MacLean - Opinião - Topseller



Sinopse: Lady Philippa Marbury, ou Pippa, é… estranha. É jovem, bela e filha de um marquês respeitado da sociedade, mas interessa-se por livros em vez de rapazes, por ciência em vez de passeios, e por laboratórios em vez de amor. O seu plano é casar-se em breve com o seu noivo, um homem simples, e viver o resto dos dias em sossego com os seus cães e as suas experiências científicas. Mas antes do casamento, Pippa tem duas semanas para experimentar tudo o resto. Quinze dias para fazer pesquisa sobre as partes excitantes da vida. Não é muito tempo e, para o fazer, precisa de um guia que esteja familiarizado com os recantos mais obscuros de Londres.
Ela precisa de Cross: o sócio da casa de jogo mais exclusiva da cidade, e que tem fama de ser o maior conhecedor do mundo do vício e dos prazeres. Mas a fama muitas vezes esconde segredos negros, e quando a nada convencional Pippa lhe pede que lhe arruíne a reputação, isso vai ameaçar tudo o que ele sempre se esforçou por proteger.

Opinião: Sarah MacLean sem dúvida é uma escritora a ter em conta dentro dos romances históricos, com personagens alegres e divertidos que me fazem sorrir e aproveitar cada palavra.
Um Conde Apaixonante sem dúvida que vale pela sua heroína Pippa, inteligente e estudiosa que não quer saber nada de moda e de pretendentes, foge e muito ao estereotipo de personagens femininas neste tipo de livros. Sem dúvida que era divertido ver os seus jogos com Cross.
Apesar de ter gostado bastante deste livro, os personagens principais achei que estavam desequilibrados, tínhamos uma heroína espectacular mas Cross com muita pena minha ficou definitivamente ofuscado, não significa que eles não tivessem química, tiveram brincadeiras bastante divertidas que aqueceram sem dúvida o livro principalmente quando Pippa começou a tornar-se consciente dos seus desejos.
Achei este livro bastante bom, uma combinação perfeita de diversão e romance doce, mal posso esperar para descobrir mais sobre os outros dois homens que dirigem o Anjo Caído










quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Vivenda Calamidade - Ellery Queen - Opinião - Livros do Brasil



Sinopse: Decidido a iniciar a redação do seu próximo romance policial num ambiente de tranquilidade, Ellery Queen deixa Nova Iorque e aporta a Wrightsville, típica cidade provinciana onde os dias parecem correr sem que nada de diferente aconteça. Os hotéis, porém, estão totalmente ocupados e não parece existir uma única casa para arrendar - à exceção de um pequeno anexo à mansão da poderosa família Wright, originalmente construído para acolher a filha Nora e o seu noivo, Jim Haight, antes de este desaparecer na véspera do seu casamento havia já três anos. Primeiro livro de Ellery Queen que tem como cenário esta cidade ficcionada, considerado o melhor da série Wrightsville, Vivenda Calamidade é um romance de grande riqueza psicológica, revelador de uma estrutura notável, onde as morte se sucedem numa lógica irrepreensível e onde um elegante cocktail numa festa de passagem de ano pode ser a arma do crime.

Opinião: Vivenda Calamidade marcou uma grande mudança na direcção dos mistérios de Ellery Queen, publicado em 1942, este foi o primeiro dos chamados mistérios de Wrightsville, que viu os autores (Frederic Dannay e Manfred Lee) a afastar-se dos enigmas da trama que lhes trouxeram tanto sucesso e em direcção a uma história mais voltada para o personagem.
O escritor de histórias de Nova York Ellery Queen decide mudar-se para uma pequena cidade na Nova Inglaterra,  a nossa personagem procura inspiração para seu próximo romance, este aluga uma casa que tem uma reputação muito má que ficou conhecida como Vivenda Calamidade. A casa foi construída pelo cidadão mais proeminente da cidade, John F. Wright, para que a sua filha e o seu novo marido morassem, pouco antes do casamento o futuro noivo desaparece, a casa é deixada vazia e a única pessoa que a aluga morre misteriosamente assim que se muda.
É a única casa na cidade disponível para alugar e Ellery está feliz em assinar um contrato de arrendamento de seis meses.
John F. Wright administra o banco local e a família Wright mais ou menos governa a cidade. Ellery é atraído para os dramas da família e este acaba por engraçar com a filha de Wright, Pat. Pat tem duas irmãs, Nora, aquela cujo marido Jim desapareceu e esta claramente teve algum tipo de colapso e raramente sai do quarto e ninguém quer falar sobre a terceira irmã, Lola, dado que esta não é respeitável.
Ao longo do livro vamos acompanhado o que se vai passando em torno desta família e é quando o noivo desaparecido reaparece tudo vira do avesso e acontece um assassinato. Todos parecem saber quem é o assassino mas Ellery tem as suas dúvidas e o que se segue é uma descritiva história para sabermos a verdade. 
Nunca tinha lido nada destes autores e apesar da história ser mais intrincada do que parece, acabamos por nos perder nas descritivas cenas e no rol de personagens que vão aparecendo ao longo do livro.
É um bom policial, mas peca pelo que foi apontado anteriormente e o facto de a tradução para o português não estar no seu melhor não ajuda a um estilo de escrito já de si um pouco diferente.  

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Um Marquês Irresistível - Sarah MacLean - Opinião - Topseller



Sinopse: O Michael, Marquês de Bourne, perdeu tudo o que tinha, com uma só carta: um oito de ouros. Apostou e perdeu toda a sua fortuna e terras numa só jogada e, com elas, a sua reputação. Bourne, nome pelo qual todos agora o conhecem, passou a ser um exilado da sociedade, transformando-se no frio e implacável dono do Anjo Caído, o clube de jogo mais famoso de Londres. Mas ele tudo fará para recuperar o que foi seu.As terras de Bourne acabam por ir parar à posse de Penelope, uma sua paixão de infância. Penelope sofreu a humilhação de um noivado rompido, tendo sido trocada por outra mulher. Por isso deseja agora um casamento que não seja igual a todos os outros: um compromisso por conveniência.
Quando Bourne a rapta e a força a casar- se com ele para poder reaver as suas terras, Penelope aceita sem grandes dramas o desafio, pois sente-se atraída para uma relação diferente, que lhe permita aceder a prazeres inexplorados. Bourne é a senha de acesso aos prazeres desconhecidos por que Penelope anseia. Mas ao mesmo tempo o seu coração deseja que Bourne a ame, tal como ela o ama, secretamente, a ele. Será que Bourne vai conseguir ultrapassar as marcas e os fantasmas do passado e revelar a Penelope o que realmente sente? E estará Penelope à altura do submundo do vício e do pecado em que Bourne agora vive?

Opinião: Uma grande aposta por parte da editora em publicar Sarah MacLean no nosso país, dentro do género é sem dúvida um escritora a ter em conta.
São muitos os livros já publicados em termos de romance histórico muitas vezes acabam por se tornar repetitivos nas ideias, mas este sem dúvida que desperta curiosidade pois tem uma história sem dúvida que nos deixa agarrados até à última página.
O livro conta-nos então a história de Penelope uma mulher que sente a obrigação por parte dos seus pais em ter um casamento adequado, nem que seja por alguém que não sente amor além disso esta é abandonada pelo seu noivo o que a ajudou a tornar-se uma mulher mais forte e que sem dúvida não tem medo a agarra-se a alguma aventura.
Depois temos Michael se inicialmente era um completo idiota de coração frio, ao longo do livro aprendi a ficar entusiasmada com a personagem e esperava que Penelope o perdoasse por todo o seu comportamento, o que acabava por ao longo do livro ser uma luta entusiasmante de assistir entre os personagens.
Um dos aspectos também interessantes, era o facto de cada capítulo iniciar com as cartas trocadas entre os nossos protagonistas desde quando eram crianças, pois deu para perceber a enorme mudança e alguns traços de personalidade que ficaram vincados nas personagens enquanto adultos.
Em termos de ambiente adorei o clube de jogos e todo o ambiente e mistérios que lá se passavam e sem dúvida que os sócios de Michael foram elementos que ajudaram e muito a apimentar a história.
Em suma para quem gosta de romances históricos não pode perder esta história tem mistérios, vingança, amor e muitas cenas quentes que são sem dúvida elementos que o vão deixar agarrados a esta aposta da Topseller.

sábado, 4 de agosto de 2018

Sozinhos na Ilha - Tracey Garvis-Graves - Opinião - Edições Asa



Sinopse: Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?

Opinião: Este livro já foi publicado em 2011 e também já o tinha na estante à bastante tempo, como me apetecia uma história descontraída e romântica resolvi pegar nele e acabei por não ficar desiludida.
O enredo é muito simples, fique vivo até ao resgate. TJ e Anna têm dificuldade em adaptar-se à vida na ilha, não existe água fresca e estes não sabem como cuidar de si mesmos e não existe abrigo, com o passar do tempo e com as muitas aventuras que vão vivendo descobrem como cuidar de si mesmos e com o passar dos anos, crescem para cuidar um do outro.
O livro é contado a partir dos pontos de vista de Anna e T.J., alternando de capítulo para capítulo, mas nenhum outro personagem entra na história, por isso sabemos apenas o que eles sabem, acaba por ser angustiante tentar perceber se estivéssemos na situação deles o que os familiares e amigos ainda estariam a fazer se ainda à procura deles ou se já teriam perdido a esperança, por isso ficamos  no escuro quanto eles.
A história acaba por ser bem conseguida, era interessante ver como os problemas iam evoluindo e como estes os tentavam resolver dentro das possibilidades que tinham.
Um outro factor cativante e também bastante complicada é a relação entre os nossos protagonistas, porque começou como professora e estudante, o que significa que há mais limites implícitos do que se eles tivessem sido apenas estranhos juntos no mesmo avião.
Ao irmos acompanhando a relação torcemos realmente para que tudo acabe bem, mas será que realmente isso acontece dado que ambas as partes estão desnutridas, à mercê dos elementos e em constante perigo de ataques dos tubarões e de tudo o resto.
Em suma, se o final acaba por ser previsível, a história é muito interessante de seguir, a autora fez um bom trabalho em envolver-nos com o ambiente de toda a ilha, assim como o facto de alguns mistérios que vão surgindo aguçar ainda mais o apetite, sem dúvida que aqui o romance é grande parte do protagonista mas é um livro bastante envolvente ideal para uma leitura de Verão.









segunda-feira, 30 de julho de 2018

Desapareceram - Haylen Beck - Opinião - Editorial Presença


Sinopse: Um thriller de suspense sobre a luta desesperada de uma mãe para encontrar os seus filhos...
Audra anseia chegar à Califórnia.
Finalmente arranjou coragem para fugir do marido que a maltrata, podendo assim proporcionar a si e aos seus dois filhos um novo começo. Juntamente com Sean e Louise, atravessa o país, por estradas secundárias, discretamente e com toda a cautela para não chamar a atenção.
Quando um inquietante xerife a manda parar em pleno deserto do Arizona, Audra faz tudo para se manter calma e esconder o nervosismo. Tem mesmo de o fazer. Mas, ao revistar a carrinha de Audra, o xerife tira da bagageira um saco com marijuana que ela nunca tinha visto e o seu estado de nervos transforma -se em pânico. Ela julga que aconteceu o pior.
Mas está enganada. O pior ainda está para vir.
Com um ritmo de tirar o fôlego e de um suspense implacável, Desapareceram... é um thriller perfeito sobre a luta de uma mulher contra o mal inimaginável para salvar o que há de mais importante na sua vida. Chocante até à última página.

Opinião: Ao ler a sinopse do livro, a história parecia ter ingredientes muito promissores se não vejamos, mãe que foge com dois filhos do marido abusivo conduz por estradas secundárias para não chamar a atenção e quando tudo parecia correr bem é mandada parar pelo xerife que descobre drogas no carro, prende Audra apesar de esta afirmar que as drogas não dela, os filhos desta vão para um lugar seguro com a outra polícia e é quando tudo desmorona quando durante o interrogatório Audra pergunta ao xerife pelos filhos e este não sabe do que ela está a falar pois não estavam crianças nenhumas no carro.
A história vai-se desenvolvendo a um ritmo bastante rápido, ninguém parece acreditar em Audra e esta é mesmo acusada de ter morto os filhos.
Desapareceram é um olhar para um mulher prestes a quebrar, mas que apenas luta pelo seu amor pelos filhos. O seu marido controlador e manipulador fomentou a sua dependência pelo álcool e drogas para reduzi-la a um estado de conformidade, com este tipo de passado é impossível não ver Audra como uma vítima passiva,mas à medida que a história de desenvolve um núcleo de aço é criado e tudo fará para recuperar os seus filhos.
Um ponto positivo, é o facto de irmos acompanhando as crianças é impossível não irmos sofrendo com todo aquele ambiente em que se encontram e a tensão aumenta constantemente.
História de grande acção, mas à medida que percebemos o motivo do desaparecimento das crianças penso que a história torna-se previsível e fica-se sempre à espera da grande reviravolta.